Ninho Indiano (NIM - Azadiratcha indica A. Juss): poderoso aliado da jardinagem (Parte 1).

Você já deve ter visto o NIM por aí. O que você certamente não sabia é que suas propriedades vão muito além de uma boa sombra e uma aparência bonita.
Olá pessoal! Vamos falar sobre pragas urbanas?

Pragas são um problema na agricultura, seja lá onde for. Se você consultar rapidamente  o Google, vai ver que o aumento do uso de agrotóxicos é uma realidade efetiva, já que muitas pragas, sejam novas, sejam antigas, simplesmente podem comprometer lavouras inteiras. Mas isso é problema pra outro post, nesse vamos falar da praga da Mosca Branca.

A mosca branca (Bemisia argentifolli) é um tipo de praga que atinge plantas suculentas e leguminosas de diversos tipos. No meu caso, a pimenteira (o pimentão é uma das plantas que também são atingidas) é o alvo da praga. Como vivo em repúblicas, de vez em quando, eu mudo. Acontece que, como vocês já conhecem por outros posts na tag "Meio Ambiente" aqui do blog, no meu endereço antigo, mais urbano, e, portanto, com menos insetos (nem abelhas quase), eu não tinha esse problema. Porém, meu novo endereço é mais próximo da natureza, como consequência, mais insetos e eventualmente, mais risco de pragas. Pois é. Nem demorou muito e a praga acabou contaminando a minha planta. Se você não é do tipo que só consegue plantar cactus (que também são atingidos pela mosca branca), sabe como é frustrante observar o decaimento na qualidade da planta quando você tem a contaminação por esse tipo de problema, como dá pra ter uma ideia pelas fotos abaixo:

Com muito pouco tempo, a planta perdeu boa parte do viço que possuía. As plantinhas menores não são ervas daninhas, são outras plantas que inseri com o objetivo de variar as culturas e, dessa forma, diminuir a infestação. Por um tempo até funcionou, as folhas amareladas diminuíram bastante, mas depois seguiu com o mesmo problema.

As folhas amareladas são uma constante nesse tipo de infestação. Aliás, essa é uma das principais características, além, claro, de uma diminuição muito grande na qualidade da folhagem e, no meu caso, da flora e da quantidade de frutos. É possível perceber que várias pimentas foram "queimadas" por causa da mosca.
É muito comum que a mosca branca deposite as ovas sob as folhas. De lá, segundo o site da Embrapa, as larvas consomem a seiva e ao mesmo tempo podem favorecer o surgimento de uma série de outras doenças, já que abrem espaço para as infecções por vírus plantares, que podem, por fim, mesmo destruir a planta. Segundo o site, em algumas lavouras, como tomate,  a mosca branca pode comprometer até 59% da produção.
A mosca branca, infelizmente, é uma praga que existe em praticamente todas as regiões do país. Mas, nas minhas pesquisas, descobri que ela se desenvolve bem melhor em regiões em que há muito calor (em Paulo Afonso-BA, os dias chegam fácil aos 35 graus), quando as ovas eclodem com maior qualidade e as ninfas encontram condições melhores para sobreviver. De ova a inseto adulto, a mosca branca leva cerca de 18 a 19 dias em condições adequadas. De 6 a 15 dias, que compreende o desenvolvimento da ninfa, é considerado o período mais crítico, já que ela se instala na planta. No final do ciclo, o inseto simplesmente voa e vai reinfectar a planta ou procurar uma nova planta para ser hospedeira.

Fora do contexto agrícola, a mosca branca é um problema que deve ser pensado por quem desenvolve trabalhos de jardinagem, quem mantém pequenas hortas em casa, especialmente neste último caso, já que, na sociedade em que vivemos atualmente, somente plantando no próprio quintal as pessoas podem ter controle sobre o nível de agrotóxicos que são consumidos pela família. Nesse caso, é interessante que se tenha mais conhecimentos obre tudo o que pode comprometer o sucesso desse tipo de cultura.

O controle da praga se dá de duas formas. A primeira, que é mais viável pra quem possui hortas ou é agricultor, É a forma cultural, que consiste basicamente na substituição das mudas doentes por mudas saudáveis, o plantio conjunto de plantas que não são atrativas para a mosca branca, a construção de barreiras vivas, que impeçam que o movimento dos ventos promovam o maior deslocamento da praga, etc. E a segunda maneira é a química. Essa até dá pra implementar em casa, mas não é recomendável, uma vez que qualquer um pode se intoxicar muito fácil com os agroquímicos utilizados pela indústria, e a emenda sair pior que o soneto.

NIM - (Azadiratcha indica A. Juss) - Aliada contra as pragas da lavoura.

Detalhe da fruta do NIM indiano. Frutos pendulares, ovalados e comestíveis (sic).

Do NIM se aproveita de quase tudo. Caule, folhas e até os frutos podem ser usados para fins diversos, o que inclui o controle de mais de 150 pragas urbanas.

Uma alternativa que chegou no Brasil em 1993 e é altamente conhecida pelo seu aspecto ornamental é o Ninho Indiano, ou simplesmente NIM, nome dado à Azadiratcha indica A. Juss, nome científico da planta. Por insistência do agrônomo e entomólogo Belmiro Pereira das Neves, hoje o NIM é conhecido em vários pontos do Brasil, entre eles, o Nordeste, onde, pesquisando sobre as suas particularidades, descobri que posso tirar vantagem para o controle de insetos.

Prof. Dr. Belmiro Pereira Neves (centro) falando sobre o NIM e suas propriedades. Por sua influência e insistência, hoje muitos conhecem os poderes desta planta. Foto programa Fala Você.
Diversos estudos apontam que o NIM está entre as plantas que mais podem ser utilizadas na agricultura e também na medicina homeopática. Na verdade, da planta se aproveita quase tudo: folhas, frutos e até o caule podem ser consumidos e/ou utilizados como remédios e como agrotóxicos. Além disso, seu cultivo é garantia de menos insetos, e, pra quem possui hortas, a certeza de estar consumindo um produto completamente livre de agrotóxicos nocivos. Mas isso é matéria para a segunda parte do nosso post, porque esse já ficou longo demais. Aguartem até semana que vem!

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