Às vezes você só não pode.



Não seria perfeito se a gente e os nossos viéssemos com manual de instruções? A complexidade das relações é tamanha que às vezes nem a gente mesmo, que somos os agentes dessas  relações consegue dar conta da quantidade de variantes que envolve ser e ter amigos. Nem sempre os amigos ideais gostam da gente, nem sempre aqueles que nos escolhem para amigos são do tipo de pessoa com quem nos imaginamos nos relacionando... resumindo: nada é cem por cento do jeito que a gente espera que as pessoas sejam.

Por sorte, tenho amigos nos mais diversos graus. Desde amigos de verdade até aqueles que sempre saem pela tangente. Sabem, é justamente este o tipo de amigos que a gente mais tende a encontrar, porque eles são do tipo mais fácil. Às vezes a gente pensa que é popular quando tem mil amigos deste tipo, quando na verdade, além de atrapalharem os relacionamentos, eles não acrescentam nada de verdadeiramente profundo à nossa vida. Os amigos de verdade, estes existem em menor número, são valiosos, mas muito difícil de identificar.  É por aí que a gente começa a confundir as coisas, se confundir e, em alguns momentos, se magoar seriamente com o rumo que a nossa vida acaba tomando.

Sabe, por mais que a gente se superestime, o que é algo completamente normal em se tratando de gente comum, algumas pessoas simplesmente não se importam com isso. A gente procura status por meio de outras pessoas e às vezes ficamos cegos ao fato de que igual atrai igual. Não é o status de outrem que levanta o seu.
Tem gente que a gente até gostaria de ser amigo de verdade.  Mesmo que sem intenções outras que não o desfrutar do prazer da companhia. Mas, em despeito disso, o sentimento não é, em todas as vezes, recíproco. Cada cabeça é um mundo, cada mundo gira em uma orbita própria e nem sempre elas se cruzam. Pior, podem nunca de verdade se cruzar. Há amigos reais e amigos em potencial. Estes últimos, não podem ser a prioridade, porque, quando nos fiamos nessa loteria de relacionamentos, as chances de ganhar são mínimas.

Não estou dizendo que experimentar novos círculos sociais seja pernicioso, ao contrário, defendo que as pessoa s até por questão de identidade devem permanecer em constante contato com o diferente, com o que não é do seu dia-dia. Apenas admoesto para o fato de que nem todos os espaços sociais estão prontos para nós. Mesmo as pessoas não nos recebem por não compreenderem em primeiro a nossa proposta. A gente quebra demais a cara ao imaginar que seremos participantes de uma vida na qual muitas vezes não cabemos.
As vezes você só não pode. E pronto. Outras você pode. Algumas vezes você encontrará amigos, mas nas demais é melhor que encontre apenas estranhos, pois, mesmo quando não há uma afinidade verdadeira, indiferença ainda é melhor do que ódio declarado.

Silvio
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