Paixão



Ok. Este post foi publicado na páscoa. É uma data importante e falar de paixão nesta época do ano realmente é uma ótima base de meta dados para o blog. Mas, mais que isso, na verdade, hoje eu gostaria de falar sobre paixão. Sabem, há muito tempo que venho pensando em escrever algo, sobre. Mas o tema é delicado e envolve mil em uma colocações das mais românticas às mais desiludidas, sórdidas, realistas, sofridas, alegres... em fim, paixão é paixão em qualquer lugar data, contexto e situação.

Voltando ao meu link com a páscoa. Acho que se Jesus nos visitasse hoje, em forma de pessoa, vivesse como pessoa e não como Deus, certamente conheceria – como conheceu – a nossa capacidade incrível de não reconhecer a paixão quando a temos nas mãos. E eu não me refiro à paixão como denotante do amor, nem como prelúdio ao sexo. Paixão é força, é reconhecimento, é ação. Paixão não se circunscreve num único patamar de coisas, mas em TODAS as coisas as quais investimos com determinação a nossa força transformadora.

Apaixonar-se pode ter um amplo espectro de entendimento. As coisas não são tão complexas em paixão quanto a gente imagina que sejam. Se você algum dia sentiu, em qualquer situação, o seu peito queimar, seus olhos perderem a direção, sua respiração ofegar e uma admiração constante e impulsiva por um talento, pessoa ou lugar, pode acreditar, caro leitor, alguma vez na vida você se apaixonou. Paixão é como uma explosão: quando acontece é fulgurante, brilha, demonstra-se, não se esconde. Qualquer pessoa apaixonada transpira paixão – e é nesta expressão que melhor se tem o efeito desta reação emocional no ser humano. Nascemos para nos apaixonar então, invariavelmente, nos apaixonamos.

É natural que associemos paixão com amor, porque é este outro sentimento, um sentimento latu, isto é, não é cabível em uma coisa só, mas pode estar em QUALQUER coisa ou pessoa. O amor e a paixão podem ser complementares, mas não adianta tentar viver eternamente em estado de paixão, ela precisa morrer para, ou ficar amor em seu lugar ou a indiferença. A paixão requer muito de nós e se vai muito fácil – é da sua natureza ser assim. A paixão sempre acaba.

Você não deve ter medo de se apaixonar. Como uma gripe, algo que vai te despertar este sentimento circula no ar e é mais contagioso em ambientes fechados onde tarefas e pessoas podem ser um poderoso agente hospedeiro.

A páscoa apenas mostra a maior espécie de paixão que já existiu: a maior do mundo, a que foi pelo mundo. Cristo nos deixou esse valor no seu momento de agonia. Mostrou o que se apaixonar realmente significa, porque nos amou não tanto como a si mesmo, mas mais do que a si mesmo. Paixão é renúncia, mas não a renúncia pela renúncia. É o oxigênio que alimenta o não apenas o motor criativo dos poetas, mas também a febre dos inventores, a criatividade dos artistas. A paixão é tão natural no ser humano como o próprio ato de respirar e mesmo a ausência de paixão é uma paixão por algo.

Você já se apaixonou hoje? 

Sílvio
silvio.superboy@gmail.com

Madonna - Like a Prayer (Sticky & Sweet Tour Version)

INSTAGRAM FEED

@ricardandrade2008