Da raridade dos corações valentes...



A minha experiência de vida não me permite muito mais do que o questionamento constante sobre a forma com que as pessoas entram na minha vida. Nossa,  como eu conheço gente! Alguns até eu me pergunto como tive a sorte de conhecer. Uns são famosos, outros são anônimos, muitos são legais, alguns não são tão próximos, mas, todos em algum grau, me mostram como ,na grande loteria da vida eu ganhei muitas vezes o prêmio máximo acumulado.

Sabe, depois de quebrar a cara uma pá de vezes, é complicado acreditar nas pessoas. Isso porque nem as pessoas têm acreditado nelas mesmo ultimamente. Bem... pra todos os efeitos, quando a gente sofre por causa de alguém, em qualquer que seja o grau de proximidade dessa pessoa – amigo, irmão, namorado(a), parceiro(a), em fim, em qualquer situação real de sofrimento imposto, é como se uma camada a mais de uma casca grossa fosse enrijecendo o coração, e, quando menos percebemos, acabamos fechados no nosso mundo, esperando sempre o pior de cada um.

Corações valentes são aqueles que nos resgatam dessa situação, nos mostram que mesmo dentro do lodo onde a gente está, há ainda a possibilidade de uma saída, e que essa saída depende apenas de abrir os nossos olhos e ver o quão fácil é compreender o outro, ver-se pelos olhos deles, tolerar, amar, compreender e, principalmente, aceitar. Sabe, confesso a vocês que desse seleto grupo de pessoas – corações valentes – não são muitos os que encontrei  pelo caminho, somente três, pra ser exato.

Cada um com suas qualidades me mostrou um lado meu que antes eu não conhecia. Nem todos tinham notável inteligência – um deles é de uma comicidade incrível quando se trata de ignorância – mas todos conseguiram me  sensibilizar,  alargar os meus horizontes, sair daquilo que eu considerava ser o limite do meu conhecimento. Cada um soube, em vários aspectos, me tornar humano.

Jamais poderia  passar pelo mundo sem deixar claro o quanto eu sou grato por eles, o quanto precisei – e preciso – do apoio deles, porque quando olho pra trás, a luz que eles irradiam brilha, se projeta em direção ao futuro, àquilo que eu serei ainda. Cada um dos três me ensinou o que é caráter, o que é medo e, principalmente, o que é respeito. Sei que não fui próximo de todos o quanto eu precisava ser, mas, gostariam que eles soubessem nesse post, que eu fui o mais leal possível àquilo que me ensinaram, aos seus valores como seres humanos e, acima de qualquer pré ou auto conceito que eu possa ter, cada um dos três foi, no sentido mais concreto da palavra, essencial à formação do meu caráter.

Corações valentes são dotados de uma força significativa tão forte que seria impossível não reconhecer. Procure os seus dentre as pessoas que estão à sua volta. Se não os encontrar, repense seu círculo de amizades.

Silvio

(Silvio.superboy@gmail.com)

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